Engenharia Florestal

Entenda de uma vez por todas o que faz um engenheiro florestal

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Você terminou o ensino médio e chegou a hora de escolher seu curso superior. Nem precisa dizer que está cheio de dúvidas, pois isso não seria nenhuma novidade. Você é jovem e nem tem certeza do que gosta e, ainda assim, precisa tomar a decisão que vai determinar o seu futuro profissional.

Neste momento decisivo, é preciso analisar os cursos disponíveis, as oportunidades na carreira e o mercado de trabalho, para escolher com mais segurança.

Por exemplo: você sabe o que faz um engenheiro florestal? Não? Pois prepare-se para entender, de uma vez por todas, o que pode esperar, ao se graduar nesse curso. Vamos lá?

Saiba o que faz um engenheiro florestal

O próprio nome já dá uma ideia do que esse profissional faz: ele aplica os princípios e técnicas da engenharia na gestão de áreas florestais.

Isso significa trabalhar pela saúde e sustentabilidade das florestas e bacias hidrográficas, ao mesmo tempo em que favorece as atividades econômicas, como a extração da madeira, e o uso recreacional nos parques e reservas florestais, por exemplo.

O engenheiro florestal também atua na educação ambiental, no ecoturismo, na preservação da biodiversidade, na recuperação de áreas degradadas e nas pesquisas de aprimoramento das espécies de vegetação.

O campo de atuação do profissional formado em engenharia florestal é amplo. Ele pode atuar em uma gama enorme de atividades ligadas ao manejo das áreas de florestas.

Conheça o perfil de engenheiro florestal

Comece com uma análise honesta de sua personalidade. Faça o teste: em quais das afirmações abaixo você marcaria V, de verdadeiro?

  • você é do tipo “bicho de asfalto”, que se sente à vontade no caos do ambiente urbano, gosta de shopping center e não liga a mínima para ir para o sítio nos fins de semana;

  • faz questão de estar sempre no meio de muita gente e prefere as atividades em grupo;

  • sente-se incomodado se não tiver conexão com a internet 24 horas por dia;

  • conceitos como sustentabilidade, ecologia e consciência ambiental não despertam o seu interesse;

  • você não gosta de matérias como física, química e matemática.

E quanto às afirmações abaixo, em quais marcaria V?

  • você gosta de atividades ao ar livre, do cheiro de mato e de nadar em cachoeiras;

  • preocupa-se com o desmatamento da Amazônia;

  • aprecia a tranquilidade dos vilarejos da zona rural;

  • admira a paisagem dos parques e reservas naturais;

  • quer contribuir para a preservação do meio ambiente.

Se as 5 primeiras afirmações se aplicam a você, é aconselhável pensar duas vezes antes de estudar engenharia florestal. Isso não significa desistir do curso, se é o que realmente quer, mas é bom estar ciente do que a carreira exige.

O que se espera do engenheiro florestal é que se sinta à vontade na natureza, longe das grandes cidades e que se identifique mais com as 5 últimas características listadas acima. Por outro lado, em cargos de gestão de projetos, esses profissionais passam longo tempo dentro de um escritório em centros urbanos.

O teste acima não tem base científica. É apenas uma ajuda para que você decida com clareza ao escolher seu curso superior, conhecendo o perfil do engenheiro florestal.

Veja as melhores oportunidades na carreira

Quem se forma em engenharia florestal conta com um vasto campo de trabalho, que inclui pesquisa, educação, indústria manufatureira, recuperação ambiental, administração de reservas naturais, produção rural etc.

Alguns profissionais se especializam no estudo de bacias hidrográficas, silvicultura, políticas de recursos naturais e outros.

Os setores de reflorestamento e a indústria de celulose também apresentam demanda crescente.

Um setor promissor no Brasil tem sido o de recuperação de áreas degradadas. Lembra-se da tragédia ambiental causada pelo rompimento da barragem de rejeitos em Mariana, MG? Pense na importância do trabalho dos engenheiros florestais para a recuperação do Rio Doce e de todas as regiões afetadas.

A equipe de peritos que analisa os sedimentos da represa, a mortandade da fauna e os danos à flora na região atingida pela lama inclui diversos profissionais, como geólogos, biólogos, veterinários e engenheiros de várias áreas, notadamente os florestais.

Quer exemplos de empresas que contratam engenheiros florestais?

  • as que trabalham com produtos florestais, como madeiras, compensados, papel e celulose etc;

  • empresas de consultoria;

  • órgãos do governo ligados ao meio ambiente;

  • instituições de ensino e pesquisas;

  • fornecedoras de serviços, como as companhias de eletricidade;

  • mineradores, empresas de gás e petróleo etc.

Muitos engenheiros florestais preferem investir na carreira de consultores autônomos, em vez de trabalhar sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Descubra os desafios que a carreira apresenta

E quanto aos desafios enfrentados por quem escolhe essa carreira? O site Painel Florestal fez a pergunta acima a vários engenheiros florestais. Assim, você pode descobrir a resposta pela boca dos próprios profissionais da área:

O engenheiro florestal Eleandro José Brun, salientou a necessidade de uma atuação conjunta pelo reconhecimento da importância da profissão. O sonho dele é que todos conheçam e reconheçam sua atuação “na qualidade de vida das pessoas comuns, pelo seu trabalho na conservação e uso sustentável dos recursos como a água, o solo, as plantas, a fauna, o clima e todas as suas inter-relações que levam ao bem das pessoas”.

Outro profissional, Marcelo Soares, também cita o reconhecimento como o maior desafio. Ele acredita que a atuação do engenheiro florestal ajuda a salvar a humanidade dela mesma, na medida em que protege o meio ambiente, beneficiando a todos.

A resposta de Sergio Cecere está ligada à recuperação de áreas degradadas. Ele menciona: “o maior desafio do engenheiro florestal é desenvolver um projeto de reflorestamento e ver a colheita da floresta que ele plantou com rendimento satisfatório ou com uma nascente d’água recuperada e restaurada”.

Carlos Gilberto Caleiro Guimarães, formado em Curitiba, fala sobre a importância do trabalho de pesquisa. Ele destaca o desafio de plantar uma espécie de pinus tropical, que é própria de altitudes de cerca de 550 metros, e fazê-la crescer em clima de cerrado, em altitudes entre 900 a 1100 metros. A espécie, hoje, cresce com sucesso no Triângulo Mineiro, desde 1969.

Já para a engenheira Marília Lins Pinto, o desafio maior foi exatamente a possibilidade de “cursar uma universidade, para todos aqueles que precisam ser um engenheiro florestal.”

Agora que você entendeu o que faz um engenheiro florestal e conheceu as oportunidades e os desafios da carreira, continue no blog e leia mais artigos sobre o assunto.

Descubra 5 coisas que você sempre quis saber sobre o curso. Aqui, nós contamos tudo com detalhes. Aproveite!

Sobre o autor

Faculdade de Rondônia

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