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6 dicas práticas para estudar para o vestibular usando mapas mentais

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Estudar para o vestibular ou ENEM significa ter que lidar com um volume gigante de conteúdos de diferentes áreas! E aí, na hora de encarar aquelas matérias mais teóricas, bate um desespero só de olhar para o livro com todos aqueles nomes, lugares acontecimentos e ideias que você vai ter que decorar… Opa! Sério? Você acredita mesmo que esse é o melhor método?

Neste post, vamos te apresentar uma forma mais interessante e eficaz de estudar: os mapas mentais!

O que são mapas mentais?

Alguma vez você já montou um “esqueminha” para estudar? Talvez na biologia, quando aprendeu sobre as briófitas e pteridófitas. Então, mesmo sem saber, você já montou um mapa mental!

Ele é intuitivo mesmo (e é por isso que funciona tão bem!). A ideia foi desenvolvida na década de 70 por Tony Buzan, um psicólogo inglês que queria encontrar formas de melhorar o processo de memorização de conteúdos.

Pensando em como o cérebro funciona, com suas sinapses e ligações em rede, Tony elaborou uma estrutura não linear com um núcleo e ramificações coloridas que dele partiam, tal como uma teia ou os galhos de uma árvore.

Fazendo dessa forma, sua intenção era estimular os dois lados do cérebro: enquanto o esquerdo memoriza as palavras-chave, os conteúdos e hierarquizações, o direito fixa as cores, desenhos e estruturas.

Essa é uma técnica excelente, especialmente para quem tem um estilo de estudo mais visual ou sinestésico, ou seja, que gosta de “experimentar” o conteúdo. Pode parecer complexa a explicação, mas a aplicação dos mapas mentais para estudar é bem simples!

Vamos te mostrar 6 dicas para colocar em prática essa técnica e melhorar seu processo de aprendizado.

1.Dê preferência a papel e caneta

Algumas pessoas acreditam que o pensamento flui melhor quando vai da cabeça para a caneta. Pode parecer esquisito, mas é verdade. É que quando escrevemos ou desenhamos no papel, algumas partes do cérebro associadas à memória são ativadas.

Mas se você for do tipo totalmente digital, existem algumas plataformas e/ou softwares gratuitos, como o oferecido no site de Tony Buzan, o iMindMap. Também estão disponíveis na rede o Coggle.it, o Wisemapping e o XMind.

2. Use folhas grandes

O mapa mental não é lugar para aqueles textos minúsculos de cola (OK! Você nunca fez isso, mas deve saber do que estamos falando). Por isso é preciso espaço. O ideal é montar o seu esquema em papel A3 (297 x 420 mm – tamanho equivalente a duas folhas A4), que pode ser encontrado em papelarias em formato de bloco de desenho — escolha o sem pauta.

Se não achar, pode optar pelo tamanho tradicional e lançar mão do bom e velho durex para unir as partes que você precisar.

3. Selecione o conteúdo

A primeira coisa a fazer é selecionar o tema a ser estudado. Daí, pegue seu material (livro, apostila, caderno etc) e comece a marcar as informações que considera importante. Vamos usar um exemplo prático para ficar mais fácil: suponhamos que o tema seja a Revolução Francesa.

Você vai marcar tudo o que precisa saber: cenário mundial da época, causas, desenvolvimento dos acontecimentos, principais nomes de cada fase, consequências, e o que mais julgar necessário e condizente para o seu estudo.

Uma vez selecionado o conteúdo, é hora de passar para o papel tudo o que você separou, agrupando áreas de informação por afinidade. Vamos explicar isso melhor na próxima dica.

4.Organize as informações

Voltemos ao nosso exemplo! O tema do mapa deve ficar bem no centro do papel, no nosso caso aqui “Revolução Francesa”. Desse núcleo vão sair setas para áreas de informação que você selecionou, que são o cenário mundial, causas etc. Cada um desses campos vai conter um grupo de conteúdos. Isso é o que chamamos de hierarquização!

Seguindo com o nosso modelo, as causas podem ser separadas em fatores políticos, econômicos, sociais e geonaturais que levaram o terceiro estado a se rebelar contra o clero e a nobreza francesa.

Se forem necessárias mais ramificações dentro do conteúdo, é só puxar mais setas. Se o assunto de um subtema tiver relação com outra informação que está do outro lado da folha, é só ser criativo e ligar os pontos com “portas” ou “janelas” (faça o desenho indicando onde os elementos se conectam).

A intenção é que tudo seja compartimentado da melhor maneira possível. Só tome cuidado para não exagerar no texto. O melhor é resumir e abreviar sempre de forma que compreenda depois o que colocou no papel.

5. Use cores e desenhos

Para que o seu mapa mental fique mais didático, abuse das cores e desenhos! Se as habilidades artísticas não são o seu forte, vale fazer recortes também. O importante é que você entenda o significado do que rabiscou no papel.

Como já dissemos, esses recursos mais visuais estimulam o lado direito do cérebro e vão te ajudar a memorizar as informações por associação.

6. Fotografe seus mapas mentais

Terminou o seu mapa? Ficou tão bonito que deu vontade de colar na parede? Por que não? Seu quarto corre o risco de ficar parecendo com aqueles filmes de investigação policial (os investigadores usam mapas mentais!), mas é uma boa forma de relembrar o que você aprendeu.

Só que se você adotar essa técnica de estudo, não vai ter parede suficiente para a quantidade de desenhos feitos. Uma dica é fotografar os seus mapas com o celular.

Ao fazer retratos dos mapas, você ganha a vantagem de poder levá-los para onde for, compartilhar com o seu grupo de estudo e dar aquela estudada ocasional. Mas tome cuidado com os arquivos! Salve suas imagens em diferentes lugares e tenha os originais organizados em casa. Eles ainda serão a melhor maneira de revisar os conteúdos!

Múltiplas aplicações

Entendeu como organizar as informações que você precisa assimilar em mapas mentais? A boa notícia é que, além de ajudar a reduzir o estresse de ter que “decorar” uma avalanche de informações, o conteúdo fica mais interessante. E a técnica ainda ajuda a desenvolver o raciocínio lógico e a criatividade!

Os mapas mentais podem ser usados para diferentes conteúdos: biologia, química, história, sociologia, literatura, português, até para ajudar a organizar melhor suas ideias na hora de fazer a redação!

Com essa estratégia, você vai potencializar seus estudos e garantir melhores chances de conquistar uma vaga na faculdade!

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Sobre o autor

Faculdade de Rondônia

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